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Um dos grandes trovadores populares do Brasil, personagem controvertida, picaresca, produziu cerca de mil títulos de folhetos de cordel entre 1930 e 1964. Ele é o “Boca do Inferno sem Gramática”.

Inspirou Jorge Amado e Dias Gomes, que fizeram de Cuíca personagem de quatro romances e de peça de teatro que levaram o cinema brasileiro a ganhar Palma de Ouro em Cannes, com o filme “O Pagador de Promessa (1962), de Anselmo Duarte. Participou do filme “A Grande Feira” (1961), de Roberto Pires.



Distingue-se de outros poetas pelo estilo histrão e pelos métodos não convencionais na coleta de notícias que usa na confecção de versos.


 

 

Marca a sua presença com estardalhaço ao encarnar personagem desabusado, que escreve, publica e vende nas ruas folhetos de protestos em plena II Guerra, reportando com humor a carestia da vida, demonizando Hitler, Mussolini e Plínio Salgado, elogiando Getúlio Vargas e Luis Carlos Prestes. Muitas performances fez ao lado de cartazes com frases e desenhos sobre os temas dos folhetos, ilustrados pelo amigo Sinézio Alves.

Em 1945, tornou-se conhecido como “O Trovador da Bahia”. Em 46, a fama de Cuíca estende-se para todo o país, através da publicação de fotografias de Pierre Verger e de textos de Odorico Tavares e Jorge Amado.