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I
Era imenso o galinheiro
Estava mesmo lotado
Tudo de camisa verde
Era um quadro gozado
Porém só tinha um galo
Era o Plínio Salgado.

Porém o galinheiro
Muito tempo não durou
Quando foi um belo dia
Getúlio Vargas cismou
Agarrou logo o galinheiro
E o rabo logo cortou.

 

II
Nunca disse a ninguém
Que eu era Getulista
Nem também afirmei
Que eu era Queremista
Todos sabem muito bem
Que eu sou propagandista.

 

 


 



III

Nessa história interessante
Você pode acreditar
Conheci uma fulana
Pois muito deu o que falar
Pois a mesma só levava
A vida a jogar bilhar.

Ela pegou no taco
Ele pegou na bola
Ela se espichou
Como se fosse mola
Com o taco na mão
Dizia, lá vai viola.


Versos e ilustrações dos cordéis produzidos por Cuíca de Santo Amaro.